Mundo das artes e o jeito Tântrico de ver o mundo

Integrar seus opostos de forma a unir sua consciência e acolher a matéria tão rica e abundante. O espírito ilimitado, mesmo que não espiritual, se deleita com o mundo das artes. E diferente do universo das palavras convencionais, as artes tendem a ser mais unas, do que duais ou combativas. É bem possível que você já ouviu algo do tipo: “não foi o que disse, mas o jeito que você disse” que “pegou”.

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O problema é que no entanto existe uma ilusão de que nós somos dotados de livre arbítrio. O cérebro na realidade decide o que faremos milésimos de segundos antes de a gente ter a ilusão de achar que aquilo está sendo escolhido de forma consciente. Assim, os hábitos diários são os que realmente importam quando se trata de decisões ou estilo de vida.

Quanto mais a consciência expandir, mais grau de manobra seu sistema terá para executar um processo de consciência expandida. É por isso que o mundo das artes é tão interessante e dialoga com o Tantra: lida com a forma de manifestar-se. O que se perde com o bem e mal é o que se ganha em termos de poder: a narrativa de costume usa o bem e o mal para conferir o #poder, seja a quem conta a história, seja aos personagens da história.

Do mundo das artes ao mundo do sucesso

Se tornar um #poeta e se tornar siso ao mesmo tempo é um desafio. A maior parte das pessoas está em busca de fazer seu mundo de artes particular um mundo de sucesso geral. Para tanto, o processo que o Tantra sugere é estar no aqui e agora. O sucesso é algo que se sucede dia a dia.

mundo das artes

Quanto a isso, o quanto antes as pessoas notarem que a forma com que elas já são é uma forma única e #natural, ou seja, saírem do estado de “luta”. A partir daí poder seguir adiante no caminho de desenvolver um propósito. Existem vários exemplos: 1) aprender línguas é melhor com 5 min por dia que 1h uma vez por semana; 2) sucesso profissional vai melhor com disciplina e constância do que com grandes arroubos de receita.

Até quando pensamos na própria raiz do termo “sucesso”; tem relação ao que se sucede. Isso remete à ideia de algo que acontece para que outra coisa aconteça. E assim sucessivamente. Como no pensamento do #Sámkhya, corrente naturalista, a “natureza não dá saltos”. O fazer fica diante do pensar, e se sobrepõe em sucessões de “construires”. Assim, fugir daquilo que se sente, somente posterga o mal maior da dualidade; o dual por si mesmo continua a se #alimentar e a crescer, até saturar. Abdicar do esforço, ser a água e fluir junto com a gravidade é a redenção das artes e maior dos sucessos. 

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