Psicologia Junguiana e as técnicas do Tantra

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A natureza do Tantra é similar à natureza da arte: joga luz no subconsciente

O campo da psicologia Junguiana chegou próximo do entendimento dos efeitos do Tantra. Além disso, perceber a própria mística do Tantra como algo banal, que envolve a conduta dos pensamentos, perceber o próprio papel, ou seja, ter uma visão natural sobre a mística. Alguns cientistas dizem que a diferença para o homem de um animal não tem nada a ver com auto consiência, pensamentos, polegares opositores. Uma das diferenças que vai no cerne da questão humana: a suspeita e a percepção de uma conexão com o todo.

Expansão da consciência

Por isso, os fetiches de antropólogos seriam outros, caso passassem pela experiência tântrica. O que acontece quando alguém que medita chega ao samadhi? Bom, a linha de pensamento da resposta seria: como é o processo de alguém que sai de um patamar de consciência tal e expande para duas vezes mais consciência? O filme Lucy faz um exercício de valor, mas ainda assim, com suas próprias facetas. A arte imita a vida!

Então, a ideia de “selvagens” está viva no imaginário das pessoas. E é normal essa ideia estar junto da ideia de “tribos” da natureza. Quando um acadêmico olhar para um texto hindu de Tantra, tendo a ótica mística ou não, ele pode no máximo criar uma imagem ideal do significado dos escritos. Ou seja, passar pela experiência da transformação importa muito para entender os escritos. Em qualquer ciência é assim! Na parte de ciência aplicada, existe um monte de coisa que não tinha passado se quer uma suspeita da ciência teórica. As duas se complementam, mas a ciência aplicada dá os insights.

A psicologia do Tantra e a linha Junguiana

Entre em umas aulas práticas de artes ou de atividades físicas, ou melhor: das duas! Sem mais esperas, porque a vida é pra ser vivida. Em terapia Tântrica, gosto de pausar o desenvolvimento corporal da pessoa para dar um tempo de ela viver sua própria integração. Ou seja, fazer umas semanas de terapia tântrica e então partir para a vida! Depois da terapia, a praticar o Tantra Yoga. O caminho, dizem, não é dessa vida. Se você está chegando no Tantra agora, e não se sente okay, pode ir praticar Yoga mesmo. Ou ir se desenvolver em outros campos. Estudar a própria língua é um jeito de entender de Tantra: como você se expressa diz muito para si mesmo.

O jogo de imagens, cores, cheiros, formas, sons, gostos. Mas se sabe que não adianta romantizar: as dificuldades na Índia são ainda maiores quando comparadas ao ocidente. As pessoas criam ilusões de que lá não existe mesquinharia e que conto da Aia fica no material. Ora, para o Tantra, desenvolver o material significa crescer seu espírito. “Adeus às ilusões”: é importante deixar o véu de maia ir embora.

Linha Junguiana de psicologia tântrica

Assim, não adianta forjar ferramentas de expansão da consciência. O Tantra que gera tanta polêmica é simples e natural. A polêmica surge, na realidade, porque estamos vivendo por demais em repressão: o estado da sexualidade foi posto de escanteio. Agora, a forma de lidar com a energia sexual, natural e desprendida, é só uma parte do processo que ocorre dentro do Tantra. O lindo processo de expandir a consciência envolve som, movimento e respiração. Por isso eu digo: quer fazer Tantra sem fazer Tantra?

Quando pensamos nos sonhos, na comunicação com o subconsciente, e interpretação Junguiana de sincronicidade, esse empirismo envolve métodos do Tantra. Mesmo sem termos uma “confissão” do Jung! Sincronicidade é algo que remete ao conceito de “Rede”, um dos significados da palavra Tantra e envolve intuições “inexplicáveis”. Mas a ciência vai explicar de forma mais objetiva essas tais sabedorias Tântricas. De qualquer forma, você não precisa esperar a ciência explicar para começar a praticar.

Um ponto de partida está no superar do dual. Quando vemos a quantidade de impactos que as morais duais geram na psicologia do indivíduo ficamos assustados! Um jogo de certo e errado interminável. A partir das práticas tântricas, superamos tais realidades duais, e a interpretação mítica dos fatos e da psique, dos arquétipos, ajuda no processo: sejam eles das artes, dos esportes, ou do seu processo de análise e auto análise.

Originalmente publicado em https://attitudetantra.com em 30 de Maio de 2021

Desenvolvimento e redenção, uma interpretação Tântrica

O caminho para o tantra em uma ótica de desenvolvimento corporal aliada com redenção

Dentro do contexto hindu, do Tantra e do Yoga, pensar em iluminação [ samádhi] é um processo que envolve duas vias: desenvolvimento e redenção. Algumas pessoas lendo Osho de forma rápida, às vezes saem falando coisas no sentido de abdicar ou suprimir o ego. Mas abdicar do ego é uma incoerência e uma auto flagelação. Não é esse o caminho para o Tantra: reprimir, lutar contra o próprio desejo e existência individual.

Entrar no samádhi significa expandir a consciência! Assim, conhecer e respeitar a si mesmo: um ser orgânico, com o físico em profunda conexão ao emocional e mental. Ou seja, é encontrar seu eu, no aqui e agora. Isso ocorre no imediato, mas o paradoxo é que representa um desenvolvimento corporal, emocional e mental.

Ao mesmo tempo, não é ir para o outro extremo. Querer entrar em samádhi, como um estado “superior” pode parecer como uma ideia de conquista, o que pode agradar ao ego. Mas, na real, esse estado consiste em entrar em um estado natural de êxtase existencial, como em um grande orgasmo perene e constante, no qual você se sente em união com toda a existência.

Do Êxtase e da ativação da Kundaliní

É um estado de êxtase por se estar em união com algo muito maior. Na real, o estado representa de forma essencial a ativação e subida da Kundaliní. Ou seja, quer dizer que essa união ocorre entre você com você mesmo. Nesse ponto, podem haver enganos: a pessoa pode achar que se isolar no alto da montanha ajuda. Só que não!

Alguém que não é capaz de sentir essa conexão, vivencia maia, com os corpos ilusórios. Maia dá origem à luta, e parar de lutar te ajuda a entrar na redenção existencial. Ou seja, você e o “outro” são o mesmo ser com vivências e experiências distintas. Por conta das distintas ilusões, o medo prolifera e toma conta da vida.

O conceito de abundância dentro do Tantra

Buda usa uma definição para “Nirvana”, a iluminação: “É o fim do sofrimento.” O Caminho de Buda é um dos 112 caminhos propostos por Shiva, no Vighyan Bhairav Tantra. No caso, o conceito de liberdade do Tantra vai no sentido de olhar para o desapego, que em certa medida representa a raiz do sofrer. Mas quando o praticante entra em uma fluidez de experiência, o viver da abundância vem à tona.

Além disso, é difícil de imaginar uma pessoa que tem o ego na lua querendo a fluidez. Em geral, essas pessoas gostam de atrito, de “coisas difíceis”. O ideal tântrico passa longe da luta, uma esfera do ego, o ideal do Tantra na realidade se mostra mais pé no chão: ele olha para a matéria. A pergunta fundamental que a pessoa pode fazer a si é a seguinte: porque estou fazendo isso que estou fazendo? O que eu vou levar disso? Essa reflexão é interessante para você perceber o que é importante para você. E logo depois de responder o “porquê”, você já pode se perguntar o porquê do porquê! Isso ajuda a se libertar de certos condicionamentos. O entender de sua própria atitude interna, levando a morte em consideração.

Tampouco existe um “super ego” buscando isso. nisso, não é mesmo? E isso tem a ver com a atitude interna dentro do Budismo: a via é pela negação. Não é isso. Estar no nirvana significa chegar ao fim do sofrimento. É a morte? Não! Porque de acordo com a crença budista, não adianta morrer, se você vai voltar.

Sofrimento, desenvolvimento e redenção

A interpretação Budista tende a ir pela negação. Ele nos diz o que a iluminação não é: não é sofrimento. E quando não há sofrimento, o que existe é silêncio. O mais profundo silêncio [ bebaak]. Cabe ao praticante passar pelos estágios de desenvolvimento. Às vezes pode não fazer sentido ou fazer sentido como uma crença, um mistério. O Tantra responde: mesmo que não faça sentido, pratique. Se a técnica te fizer diferente, te trouxer mudança interna, uma perspectiva diferente, significa que a alquimia está ocorrendo. A armadilha está no desejo, acolha seu desejo, mas não crie desejos sem fim.

Assim, os termos da abundância envolvem a sua própria consciência e estar ciente do fato do ser e estar como finalidade última: o aqui e agora são um exercício. Esse estar presente irradia processos no campo financeiro, afetivo, familiar, social, de saúde etc. Como naquele jogo de derrubar o dominó, um processo no Tantra vai reverberando a consciência, que reverbera em abundância, não só financeira, mas também. E o melhor, não há necessidade de olhar pra nada além daquilo que está no aqui e agora. O real já presente. Assim, vale a pena entrar na redenção como forma última de desenvolvimento pessoal.

Publicado originalmente em https://attitudetantra.com em 29 de Maio de 2021

Acolhimento x Julgamento

No Amor existe acolhimento…

O primeiro conceito de ACOLHER- vem do latim – significa inicialmente dar abrigo, é um processo fundamental na prática Terapêutica. Tal ato é também dar crédito, prestar atenção, receber de maneira receptiva e afetuosa.

Quem se dispõe a cuidar do outro, precisa ter ciência de que geralmente quando alguém chega a nós é porque existe algo que há incomoda, machuca, mesmo que num primeiro momento, não exista conhecimento total disso.

O acolhimento desencadeia transformações no processo de quem recebe e de quem aplica qualquer prática integrativa.

Porém como podemos fazer isso sem chegarmos com preconceitos, classificações antecipados e dualidade?

O não julgamento é um exercício. Não estou dizendo que é fácil. Mas, é totalmente possível. E seguindo preceitos de sabedorias orientais acredito que a gente olha para o outro do mesmo jeito que o faz para si.

Se a gente olhar “para dentro” buscando alguma coisa melhor, apreciando o contato consigo mesmo, quando a gente olha pro outro, nós temos mais facilidade de não julgar e ter uma perspectiva apreciativa, de como aproveitar e conduzir aquela energia e se mover de um modo melhor.

E isso deve extrapolar os atendimentos. Cabe em qualquer relacionamento. Quanto mais consciente nos tornamos mais compaixão teremos. A mente conduzida pela consciência, é uma mente controlada pelo amor.

No AMOR existe compreensão, aceitação, acolhimento – nunca o julgamento.

Quanto mais você observar, quanto mais conseguir ir além dos julgamentos, mais informação terá, e, consequentemente, mais expandida sua consciência se tornará.

De acordo com muitas tradições ancestrais, o que nós fazemos, falamos e pensamos mexe na trama da existência. E isso significa que aquilo que fazemos de forma repetitiva vai causar tendências em nossa vida – portanto, observe e melhore a cada instante. Seja LUZ.

E me conta o que vc tem observado em si e nos outros?

Sedentarismo e autocomiseração, o olhar do Tantra

A questão do sedentarismo e da autocomiseração está no dia a dia das pessoas. Colocar a si mesmo para “baixo” é muito comum. De forma geral, os estados de ânimo tem a ver com o estado dos humores do corpo, ou seja, os hormônios. O corpo não serve para ficar sentado o tempo todo, e uma hora ou outra a conta chega, com doenças.

Muitos, mesmo doentes, não despertam para o algo mais básico: o sentir interno. E assim, como se sentir com tudo o que está passando? Em nome de uma suposta quantia financeira, muitos abarcam sofrimentos sem perceber. Por exemplo: o corpo sofre em #silêncio quando a pessoa passa 8 horas (e muitas vezes muito mais) por dia sentada diante de um computador.

Com a sensibilidade desenvolvida, o corpo passa a não aceitar mais determinados comportamentos. Ou seja, na questão do nutrir ao seu corpo isso fica nítido! Se sentir o cheiro do embutido ultra processado e se permitir mastigar muitas vezes aquele “alimento” a pessoa, de forma natural e sem esforço, vai passar a rejeitar aquilo.

Mudança de hábitos para lidar com o sedentarismo e a autocomiseração

Assim, quando nos deparamos com o que as pessoas almejam percebemos o beco sem saída. Lidar com essas questões do sedentarismo e da autocomiseração tem a ver com hábitos. Dessa forma, colocar uma ou outra prática do Tantra ao longo do dia ajuda.

sedentarismo e autocomiseração

Tudo o que não faz sentido para o Tantra, cujo “sentido” é sentir, o que pode parecer um paradoxo, é a variável consciência. Assim, o tempo nos mostra que seguir a trilha também é viver melhor. A vida por si só é o presente. O Aqui e Agora é aquilo que existe. Questões do sobreviver são consequências menores de se estar no Tantra e viver a abundância, do ponto de vista latto.

Assim, a ideia é você olhar para sua vida de horizonte imediato, sem deixar de perceber o longo prazo. O aqui e agora apresenta muitas perspectivas de mudança. Então, se a questão é mudar de vida, vale a pena mudar um hábito. Por isso, o melhor hábito para iniciar é colocar uma meditação tântrica no dia a dia, ou uma técnica de Tantra Yoga. Tanto faz! O importante é começar aos poucos, para que grandes mudanças ocorram no médio e longo prazo.

Como na “teoria do caos”, o bater de asas de uma borboleta pode gerar um furacão. Assim, pequenas ações geram grandes mudanças no decorrer do tempo! Mas se a variável fundamental é a consciência, então utilize a melhor técnica de expansão de consciência para você.

Publicado originalmente em https://attitudetantra.com em 22 de Maio de 2021

Como desatar os nós da vida, de acordo com o Tantra

O Tantra trata de consciência, mas um dos significados da palavra Tantra é teia de tecido. E isso diz muito sobre o processo interior de expansão de consciência. Às vezes, como na vida, na hora de tecer uma roupa, um dos trabalhos é justamente desatar os nós. Dentro do processo, nossas #escolhas ocorrem de acordo com os níveis das substâncias que existem dentro do corpo. O que pode ser substâncias tóxicas, ou não.

Então, para se ter as melhores escolhas para aquele momento presente que ainda não chegou, é legal começar por exemplo pela alimentação. Ter atenção ao que seu corpo pede e cultivar hábitos como alongar o corpo no dia a dia. Prestar atenção na respiração, fazer exercícios de retenção com ar e visualização energética de expansão é bem interessante. Como por exemplo, ter a respiração profunda e consciente.

Os exemplos a cima são apenas um start prático para ter uma vida pessoal com mais consciência. Pode parecer trivial, mas fazer nossos rituais do dia a dia fazem toda a diferença no estado interior. Seja na sensação de se estar com o corpo e o coração plenos. Nossa vida, no presente, é o que existe de mais caro para a consciência. É pensar e refletir sobre o que a vida é para então trabalhar para chegar além. Mas o importante é que o trabalho seja natural, fluido. Sem esforço. Fazer as coisas sem esforço não se trata de levar na “preguiça”, pelo contrário.

Os nós dos granthis e como fazer o processo de desatar

Mas podemos sair do abstrato e perceber os granthis como uma “ordem de energia” que existe dentro do corpo. Na trilha do Tantra não há sentido algum em sofrer, então entre ter dinheiro e não sofrer, a resposta está em não sofrer. Essa abundância não se refere somente ao financeiro, ela é uma abundância que abarca mais planos de #existência. Tantas pessoas financeiramente abundantes mas ao mesmo tempo tão escassas em aspectos emocionais ou de qualidade de vida.

Então, a partir do momento em que você inicia o processo de expansão da bio energia, você começa a notar diferenças na atitude interior. Seja na auto disposição, seja no perceber de certos aspectos da vida. Como desatar os nós envolve passar pelo processo interno de evolução, mas sem ansiedade. Isso é importante: fazer acontecer, integrar as emoções e os pensamentos, e não entrar em aspectos duais. A vida é una!

Os granthis são os nós de energia de segurança internos. Na medida em que você expande a energia, eles asseguram que a energia não “volte”. Para desatá-los, as técnicas do Yoga e do Tantra são bastante eficientes. O Tantra ajuda na forma, no sentido de fazer com que seja fluido. O Yoga ajuda o ato em si. Na origem, Tantra e Yoga eram a mesma coisa. Mas com o passar dos milênios, se separam em termos de ensinamento.

Publicado originalmente em https://attitudetantra.com em 21 de Maio de 2021

O acolher das emoções e a frase comum “tenho que”

o acolher das emoções

O acolher das emoções é algo diferente de submetê-las ao seu controle pessoal. Isso porque as convicções e paixões deixam de estar no centro das atenções e você passa a testemunhar aquilo que se sente. A vida opera por si mesma e a necessidade do presente se torna imediata, então de nada adianta querer direcionar para algo. Isso cria pré tensões.

É aí que mora a liberdade do Tantra! Ser livre para testemunhar tudo isso. Inclusive ser livre para testemunhar as próprias emoções, sem medo de sentir. Normalmente as pessoas falam “eu sinto muito” quando estão sentindo coisas tristes. Dizer eu sinto muito dentro do processo de desenvolvimento do Tantra é se abrir para sentir tudo: tristezas e alegrias, dores e prazeres. Isso em suma é viver, é a vida.

Existem pessoas tântricas que não sabem que são tântricas, da mesma forma que existem pessoas que acham que são tântricas mas não são. A quem passou e completou o processo de consciência meditativa. Ou seja, ser e estar no aqui e agora. Vai perceber que não vai mais haver a necessidade de “ter que” isso ou aquilo, ou pior, ter que ser isso ou aquilo.

A moral e os bons costumes e o acolher das emoções

Existem também aqueles que se dizem tântricos mas estão apegados à moral dual, mesmo que de forma sutil. Normalmente aparece em discursos dos “bons costumes”. Os processos que se fazem sentir, são parte de um todo; mas não adianta entrar em qualquer arte de “lutar”. Se a pessoa entra na luta, ela ainda está distante do processo de redenção próprio do Tantra. E no fim das contas, tudo bem também, cada qual terá seu próprio processo interior de percepção da consciência.

O ensinamento do Tantra, dos Sutras de Shiva, vai no sentido de não considerar nada como puro ou impuro. Mesmo que não esteja claro para o praticante em um primeiro momento, os começos duais podem parecer não têm custo algum. E à medida que você for desenvolvendo tal técnica de expansão, a não dualidade do Tantra vai ficando mais clara.

O Tantra diz que você pode! É difícil para a maior parte das pessoas acolher tanto a vida como a morte. Uma não é melhor que a outra! O ato de nascer muitas vezes dói mais que o morrer, mas a mente dá um atributo “bom” para o nascer. Parece sempre que o ato de nascer é “bom” e o de morrer é “ruim. E o que notamos é que não, o aqui e agora é o seu início e o seu fim

Publicado originalmente em https://attitudetantra.com em 19 de Maio de 2021

Cultura Ocidental e a Terapia Tântrica

Em terapia tântrica, de forma geral quem passou pela transformação do Tantra sabe que os #opostos são apenas jogos da mente. Mesmo que não seja bem parte da nossa cultura, ele existe na origem da existência humana. A nossa #literatura e música tem diversos elementos do Tantra. Assim, às vezes é mais fácil se desenvolver dentro do Tantra sem grandes pré tensões; a cultura ocidental não gera muito muito impulso para os hábitos como o de ler livros um pouco mais complexos, ou o de desenvolver seu jeito com as #artes.

São muitas opressões a que as pessoas estão acostumadas e o ocidente cresceu em sua tradição material. Assim, em algum ponto, a matéria encontra o espírito, inclusive, a matéria pode ser a manifestação da magia do #espírito (por que não?). A questão do velho debate da luta do bem contra o mal, algo que torna tudo mais difícil: a mente se torna um #labirinto de dualidades e é fácil se perder.

Ou seja, entrar no jogo da “verdade” pode se transformar em um labirinto sem saída. Além disso, não adianta tentar escapar para o alto da #montanha: as máscaras estão caindo, pouco a pouco, de todos aqueles que se cultuam como iluminados ou iluminadores. Diverso da vida do Oriente, cujo contexto espiritual ainda lampeja no incônscio das pessoas, o #Tantra ressurge no Ocidente de forma diferente. Quando vejo tutores da cabala do Oriente falar sobre a realidade ocidental, parece que estou diante de diversas caricaturas.

Liberdade, auto libertação e a cultura ocidental

Mas a realidade é que existem técnicas para o #autoconhecimento, é disso que trata o Tantra. Dito isso, existe um certo renegar (dentro da cultura ocidental) dos instintos mais primais que a vida humana oferece, e o selvagem acaba pode se tornar uma #força caso a pessoa queira, mas não dá para alcançar. O selvagem não existe há mais do que a memória cênica pode se fazer notar. Além disso, não existe #tática da selvageria, e se existisse, essa seria só mais uma outra forma de se perder de si mesmo.

Assim, nesse processo de passagem para a auto libertação e liberdade haverão 7 bilhões de #técnicas do aqui e agora, porque existem 7 bilhões de seres humanos. As crenças pouco importam diante da forma simples que as técnicas são ou se mostram. De qualquer forma, o ativar da Kundaliní (energia de base, de vida) pode ocorrer a todos. Assim, o impulso #primal é a abstração de conceitos moralistas, com carga de culpa e de pecado. E então, a partir daí, o céu é o limite.

Publicado originalmente em https://attitudetantra.com em 13 de Maio de 2021.

Para quem é o desafio de se expor?

Ensaio sobre a exposição e a privacidade.

Há alguns dias tive uma reunião com uma profissional de design que está atuando em um dos projetos que faço parte.

Com a finalidade de desenvolver uma identidade visual autêntica, pediu o perfil de todos os integrantes do projeto.

E lá pelas tantas deu uma paulada no grupo. Para mim, foi daquelas que está latejando até agora.

Durante o encontro, ela proferiu a seguinte frase: “tive dificuldade em conhecer vocês pelas redes sociais. Vocês só postam textos de outras pessoas. Não dá para saber se é aquilo que realmente sentem e pensam.”

O que ela falou mexeu coisas aqui dentro. Eu adoro postar fotos minhas com legendas de textos, poemas e músicas de pessoas que admiro. Porém, fiquei muito atenta ao que ela disse.

Depois disso, minha cabeça fervilhou. Por que eu não me mostro mais? Já que posto fotos em situações de auto e alta exposição? Por que não me expresso mais? O que está por trás das frases perfeitas e controversas de Osho, Florbela Espanca, Nietzsche, Pablo Neruda e Rupi Kaur que amo tanto?

Além disto, o que existe dentro de mim que eu disfarço e atribuo a outras pessoas?

Estou com essas questões no prato. Hoje, estudar e praticar Shibari me ajuda nisso. Posso e passo a Investigar os limites da minha privacidade e do que quero expor. Dos limites das minhas luzes e das minhas sombras. E principalmente quais os limites eu posso ultrapassar.

Você tem passado dos limites? Eu sim. E está fazendo uma transformação na minha existência.

📷 @arteshibaribrasil

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